WARE, CLOWES, BATGIRL


[NFN DIÁRIO #131]                                          * * *                                                  [6/12/2012]

Gabriel Winslow-Yost é muito mais do que uma pessoa com um nome que parece saído do século XVIII: é, também, alguém que escreveu um longo artigo para a New York Review of Books sobre Chris Ware [+], quadrinista que está prestes a bater um recorde de CREDIBILIDADE NO MEIO LITERÁRIO.

É difícil escolher apenas um trecho: Winslow-Yost tem comentários interessantes para fazer sobre quase todas as hqs de Ware. Como ninguém me paga para ficar aqui RECLAMANDO DA VIDA, tome nas paletas essa, sobre a introdução de Jimmy Corrigan, o menino mais esperto do mundo e a VISÃO de Ware para as hqs...

[...] é uma visão pessoal sobre a forma pela qual os quadrinhos funcionam. Para Ware, eles não são, ao contrário do que se poderia pensar, uma forma de arte visual ou de desenho. Cartunismo, como ele fiz em um ensaio posterior (nas "Instruções", esse argumento é parte de um grande diagrama sem palavras, uma enxurrada de flechas, equações e sub-painéis ao redor de uma única imagem de um rato batendo na cabeça decepada de um gato com um martelo), é "uma linguagem de 'palavras visuais' abreviadas, que tem a sua própria gramática, sintaxe, e pontuação". As formas geométricas simplificadas dos quadrinhos de Ware não são o seu estilo natural de desenho. Os seus cadernos de esboço, dois dos quais foram publicados, estão cheios de desenhos detalhados de pessoas e do mundo natural, feitos com uma linha orgânica e suja claramente influenciada pelo trabalho de R. Crumb, e totalmente diferente do que é encontrado em seu trabalho em quadrinhos. As formas geométricas suaves de suas hqs são ícones e símbolos tanto quanto imagens, "um tipo de tipografia simbólica" feita para ser lida e entendida, "não examinada individualmente como se poderia examinar cuidadosamente uma pintura ou um desenho".

...e essa, sobre a sua relação com os gibis de super-heróis:

Como a maioria dos cartunistas de espírito artístico de sua geração, Ware tem sentimentos confusos sobre o gênero dos homes de colante que domina há muito os gibis americanos. Ele se ressente de ser associados com eles, lamenta a falta de tiras de jornal mais pessoais e experimentais como Krazy Kat e Gasoline Alley que foram ofuscadas pela sua ascensão, mas diz que aprendeu a desenhar copiando as poses dos gibis de super-heróis, e admite que quando vê "especificamente a combinação de cores do uniforme da Batgirl... ainda fico sexualmente excitado" (também afirma que "Dan Clowes me disse a mesma coisa").

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