"MUITAS COISAS PODEM SER DITAS SOBRE A AGUARDADA E EXCESSIVAMENTE LONGA ADAPTAÇÃO DE PETER JACKSON DO LIVRO O HOBBIT, DE J.R.R. TOLKIEN, E A MAIOR PARTE DELAS É RUIM"


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[NFN 100MG #37]                                         * * *                                                  [26/12/2012]

Estreou O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, novo filme de Peter Jackson baseado no livro de J. R. R. Tolkien e ambientado no universo de O Senhor dos Anéis. O filme tem 2 horas e 40 minutos de duração. É a primeira parte de uma trilogia. Conta a história de Bilbo Bolseiro, que tem que sair do ponto A e chegar ao ponto B. 

Se o breve parágrafo anterior não foi suficiente para te desestimular de ver o filme, talvez J. Hoberman, que se auto-descreve como um ex-seguidor do culto a Tolkien, que escreveu esse artigo sobre o tema para o The New York Review of Books, tenha mais sucesso. O primeiro parágrafo dele também é breve:

Muitas coisas podem ser ditas sobre a aguardada e excessivamente longa adaptação de Peter Jackson do livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, e a maior parte delas é ruim. 

O CERNE da argumentação é o seguinte:

Embora não tenha a ousadia visionária e a energia social demente que caracterizou as grandes fantasias pulp orquestradas por Fritz Lang nos anos vinte, a trilogia do Anel de Jackson foi o grande feito da mágica do cinema pop entre Titanic e Avatar. Não é assim com O Hobbit que, menos um filme do que uma propaganda para o inevitável jogo de computador acessório, possui uma infinidade de batalhas digitais fundadas em movimentos que desafiam o espaço de uma câmera virtual e fugas repentinas. Resenhando a trilogia do Anel na metade dos anos 50, Edmund Wilson chamou ela, como é famoso, de "um livro infantil que de alguma forma perdeu o controle". O mesmo pode ser dito de O Hobbit. Nesse caso, uma história infantil que perdeu o controle e se transformou em Battlefield 3.

Ele passa lendo essa carta os 45 primeiros minutos
do filme. Mas é em HFR-3D.
Se tudo isso não te parece suficiente, te LEVO ao Metacritic. A média do filme é 58 [o que significa AMARELO no maravilhoso MUNDO PICTOGRÁFICO]. 

O mais empolgado é Matthew Leyland, do  Total Film ["charmoso, espetacular, e tecnicamente audacioso... em resumo, tudo que você espera de um filme de Peter Jackson. Existe uma sensação de familiaridade em determinados momentos, mas essa é uma primeira parte epicamente divertida"]. 

A não-empolgação é mais RECORRENTE: vai de Peter Rainer, do Christian Science Monitor ["A primeira coisa que eu pensei assistindo a'O Hobbit foi: nós de verdade precisamos desse filme? Foi a última coisa que eu pensei também"] a Mike Scott, do New Orleans Times-Picayune ["Uma Jornada Inesperada prova que, de fato, é possível se ter coisas boas em excesso"]. Todd McCarthy, do The Hollywood Reporter, comentou:

Uma delícia para os puristas, algo que milhões de fãs incondicionais da trilogia do Senhor dos Anéis vão devorar. Em termos puramente cinematográficos, no entanto, é um pouco arrastado, com muita exposição e falta de um momento que puxe para frente... Existem alguns elementos nesse filme que são tão espetaculares quanto os da trilogia do Anel foram, mas também muito que é inesperado e tedioso também, especialmente no início. 

Te deixo aqui, REFLETINDO sobre como algo pode ser mais tedioso que a trilogia original do Senhor dos Anéis.

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