MATTOTTI E ZENTNER: UMA RUPTURA ARTÊ


[NFN DIÁRIO #134]                                        * * *                                                   [11/12/2012]

Ng Suat Tong, no The Hooded Utilitarian, escreveu uma resenha abundantemente apoiada em imagens sobre The Crackle of the Frost, história de Lorenzo Mattotti e Jorge Zentner [mesma dupla de Estigmas, lançado no Brasil pela metade da década passada pela Conrad] recentemente lançada nos Estados Unidos pela Fantagraphics.

A resenha e a história têm por ponto de partida o seguinte:

The Crackle, de Lorenzo Mattotti e Jorge Zentner, começa com uma separação.

Ao longo de três páginas, o protagonista, Samuel Dark, lembra das circunstâncias sob as quais ele se separou de sua parceira, Alice. A ruptura acontece no momento em que ela anuncia que quer ter um filho com ele; a sua aparente falta de comprometimento ou seu terror existencial são anunciados por uma enxurrada de sombras parecidas com as de pterossauros e um rugido em seus ouvidos. No momento em que ele recobra seus sentidos, ela já partiu. Darko recebe uma carta dela algum tempo depois, "enviada de um pais muito distante", não exatamente peguntando por ele, mas de alguma forma seduzindo-o, inspirando-o para fazer uma longa viagem em busca dela.

Nos comentários, o português Domingos Isabelinho e o dinamarquês Mathias Wivell aportaram elementos. O último se referiu nos seguintes termos aos outros gibis de Mattotti:

[...] posso concordar que "Crackle" tem um lado visual com mais nuances, no que se refere à cor, que os trabalhos anteriores, mas normalmente me sinto mais atraído pela arte de Mattotti em preto e branco. A minha história favorita ainda é "Il segreto del pensatore", que foi lançada em inglês como "Chimerae" na série Ignatz. Evidentemente "Estigmas" é bonita também, mas lembro dela como uma leitura muito pesada, deveria ser mais versado em teologia católica para apreciá-la por completo. Por outro lado, lembro de "Crackle" como a mais bem sucedida em termos de ser emocionante e razoavelmente direta, sem a pretensão sem graça de (pelo que eu lembro) “Murmur”, “Fires”, e também “L’Homme à la fenetre” já que estamos no assunto (talvez eu deva reler esses livros, em vez de escrever com base em uma vaga lembrança, no entanto...).

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