"ELES TINHAM ACEITO A MINHA PROPOSTA, A SÉRIE ERA MINHA"


[NFN DIÁRIO #146]                                       * * *                                               [28/12/2012]

Rick Remender [+], atual roteirista de Uncanny Avengers [+], é um cara que nos últimos anos COLHEU elogios da crítica quadrinista mais nerdcore, em grande parte devido à sua fase em Uncanny X-Force [+] [a possibilidade disso NÃO acontecer em um gibi protagonizado por Wolverine, Psylocke, Fantomex, Deadpool e o Arcanjo era próxima de zero]. 

Agora que ele saiu da revista, precisamente para pegar a série dos mutantes vingativos, Dave Richards, do CBR, fez um repasso em dois artigos do seu ANDAR por ela.

No primeiro, Remender comentou sobre TENTEAR a série:

Em 2010, Remender era um criador independente conhecido que tinha começado a fazer o seu nome na Marvel com séries como "Punisher" e "Doctor Voodoo", de curta duração, quando a empresa lhe ofereceu "Uncanny X-Force". Foi uma oferta de sonho para um antigo fã dos X-Men.

"Eles já tinham dado um rumo à série e sabiam o que a equipe iria ser quando Axel Alonso me ligou e me perguntou se eu queria fazer uma proposta para ela. Então eu escrevi uma proposta e me aprofundei no negócio do Apocalypse. Acho que da conexão entre o Arcanjo e o Apocalypse naturalmente decorre uma história que tem ramificações, contexto próprio e que parece interessante", Remender falou. "Troquei algumas idéias com Matt Fraction, que estava escrevendo 'Uncanny X-Men' na época e ele tinha algumas sugestões. Então eu passei algumas semanas revisando e escrevendo a proposta. Algumas semanas depois, Axel ligou e disse que eles tinha aceito a minha proposta, a série era minha"

No segundo, Remender comentou a colorização de Dean White, um dos coloristas mais importantes da Marvel atual -- pode te parecer uma besteira, mas faz alguns anos os coloristas têm ocupado os espaços dos arte-finalistas no acabamento final dos gibis, e contribuído para a coerência visual das séries da Marvel, precisamente o ponto que Remender ESGRIMA ao falar de White.

O colorista Dean White entendeu essas implicações e começaria uma longa colaboração não apenas com Opeña, mas também com cada artista que trabalhou em "Uncanny X-Force". "Dean [...] é um tremendo ilustrador, e estava fazendo uma sobre-camada, pintando sobre a linha do desenho com branco. Isso acrescentou um nível de detalhe tremendo, e misturou a cor com a linha do desenho de uma forma que ainda não tinha sido vista, e especialmente não tinha sido vista entre as pessoas que digitalizam o desenho a lápis", Remender disse. "Dean e Jerome subitamente se transformaram em uma super-bomba, e a mistura entre os dois foi totalmente perfeita. Com exceção do segundo arco, que foi colorido por Matt Wilson, Dean coloriu quase tudo, até o último arco, quando chegou Frank Martin".

"Isso deu uma consistência visual para a série, ainda que nós estivéssemos pulando entre diversos desenhistas. Então, quando nós fomos de Jerome a Billy Tan e a Mark Brooks, de volta a Jerome, a Robby Rodriguez, a Greg Tocchini, a Phil Noto, a Mick McKone e de volta a Phil Noto, e então para Julian Totino Tedesco, Dean White estava lá o tempo todo, amarrando tudo com uma consistência visual que não tenha sido vista nos quadrinhos modernos", Remender, continuou. "Acho que o que descobrimos em 'Uncanny X-Force' foi que, se você tem um colorista do calibre de Dean White, que também está interessado na série, isso pode fornecer uma consistência, mesmo quando você está obrigado a publicar duas edições por mês e trabalhar com diversos artistas diferentes".

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