"ELE TENTA IMPOR A SUA PRÓPRIA LINHA E DERRUBAR QUALQUER OUTRA NOÇÃO TANTO DE ARTE QUANTO DE PODER"

[NFN DIÁRIO #142]                                        * * *                                                [21/12/2012]

NEW FRONTIERSNERD também é CULTURA ESOTÉRICA. O Tebeosfera publicou esse artigo acadêmico de José Marco Seguro Jaubert e Juan Pablo Morales sobre o Coringa -- pra ser mais exato, sobre a influência de A Piada Morta [+], de Alan Moore [+] e Brian Bolland [+], em Batman [o filme de 1989] e The Dark Knight [o filme de 2008], de Tim Burton e Christopher Nolan [+] respectivamente. 

Se isso não te parece esotérico o suficiente, a perspectiva é o arquétipo do Louco no TARÔ.

Especificamente sobre o filme de Tim Burton, e depois de contrastar o Coringa de A Piada Mortal com dois personagens de The Man Who Laughs [de Paul Leni, aquela com o Conrad Veidt e que, conforme Bob Kane, serviu de base para a criação do personagem], Jaubert e Morales comentaram:

O Coringa de Burton representa um criminoso comum, preocupado pelo poder e pelo dinheiro, ainda que com uma clara vocação artística, a qual inverte o cânon e busca a sua própria legitimação. Essa atitude se evidencia quando visita um museu com seus capangas, pois tratam de profanar as pinturas e esculturas pintando elas com as cores do próprio Coringa: branco, vermelho, verde e roxo. Ele tenta impor a sua própria linha e derrubar qualquer outra noção tanto de arte quanto de poder. Não em vão que um de seus capangas colore o busto de um antigo imperador e o próprio Coringa apronta para um retrato de George Washington e debocha: "a nota de um dólar" [...], sem nem sequer lembrar do seu nome. A sua proposta subverte não apenas o cânon artístico, mas também o sócio-político, tanto atual como antigo.

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