"ELA PEDIU PARA ELE 400 DÓLARES POR MÊS COMO UMA REPARAÇÃO PELOS DANOS QUE OS GIBIS DELE CAUSARAM ÀS MULHERES"


[NFN DIÁRIO #129]                                         * * *                                                   [4/12/2012]

No blogue da Fantagraphics, Larry Reid desencavou uma entrevista nunca antes publicada que ele mesmo fez a Terry Zwigoff [+] em 1995, promovendo o documentário Crumb [+]. Se você ainda não viu esse documentário, cujo tema imagino que seja capaz de supor [dica: é sobre Robert Crumb [+]], FAÇA ISSO AGORA MESMO. Eu espero.

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Uau, isso foi rápido! Pois bem: agora você deve saber que grande parte do CHARME do documentário está na família do Crumb, mas que as suas irmãs ficaram de fora do filme.

Na entrevista, Zwigoff esclareceu o POR QUÊ:

LR: E qual é a relação com as irmãs de Crumb? Elas não aparecem no filme. Tenho entendido que uma delas mora em Seattle.

TZ: Ouvi que ela é uma lésbica separatista radical. Não sei. Só encontrei ela uma vez e não tive a oportunidade de conversar muito com ela. Ela e Robert tem uma briga grande. Liguei para ela e tentei que ela contasse o seu lado das coisas  nesse filme, mas, assim que eu falei o que eu era e o que queria, ela apenas disse “Esquece. Não vou aparecer em nenhum filme, e se você sequer mencionar o meu nome, vou te processar”,  e desligou o telefone. Fiz com que o meu produtor Lynn O'Donnel ligasse para ela para ver se conseguíamos ir um pouco adiante com ela, mas ela não queria nos dar um motivo. Ela apenas pareceu ter ficado imediatamente irritada ao saber que existia um filme sobre Robert sendo feito.

LR: Você acha que isso é uma reação ao conteúdo misógino de alguns trabalhos de Robert?

TZ: De acordo com ele, anos atrás ela pediu para ele 400 dólares por mês como uma reparação pelos danos que os gibis dele causaram às mulheres. Isso é uma das coisas que eu queria perguntar para ela no documentário. Nunca se sabe. Robert faz questão de ser muito franco e honesto e aberto em seu trabalho, mas as coisas não são sempre assim tão claras. Ele tem os seus motivos, assim como todo mundo, e ele está confortável em apresentar a sua própria história de uma forma que não seja necessariamente 100%, digamos, acurada. E não quero dizer que o meu filme não seja assim. é a minha interpretação de vários fatos também. No final ele viu o filme e não ficou muito feliz. O meu distribuidor, Sony, queria que ele assistisse o filme porque ele se recusou terminantemente a fazer qualquer divulgação do filme, dizendo "se ele adorar o filme, talvez ele aceite fazer alguma divulgação". E eu disse "espere sentado". De qualquer forma, ele ficou muito desapontado com todo o filme.

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