BRYAN HITCH: MIMIMIMIMIMI

[NFN DIÁRIO #141]                                        * * *                                                [20/12/2012]

Bryan Hitch tem fama de ser uma mala. Uma boa forma para você AVERIGUAR A QUESTÃO é essa entrevista, que o próprio deu para Kiel Phegley, do CBR. Sobre a sua recente saída da Marvel, Hitch comentou:

[Age of Ultron, maxi-série da Marvel pro próximo ano] não era pra ser a minha despedida, na verdade. O meu contrato de então acabava no final de 2011, e enquanto desenhava "Ultron", também estava escrevendo uma história em seis partes para "Ultimate Captain America" que eu comecei a desenhar. Já estava totalmente escrito, e estava desenhando a primeira edição no espaço de tempo entre a chegada dos roteiros de Ultron. "Ultron" meio que não parava de crescer, e eu nunca soube qual seria o seu tamanho era, já que nunca estive envolvido no seu planejamento ou na sua trama. Sabia que tínhamos tempo para umas cinco edições antes que o meu contrato acabasse, e eu ficaria feliz em ampliá-lo um pouco para completar a série se ela tivesse seis ou sete edições, o que parecia possível. Me foi indicado de forma educada que eu não seria mais necessário e obrigado pelo trabalho, e então, como planejado, lá fui eu para o mundo inebriante do quadrinho autoral e de [America's Got Powers].

Na verdade, somente soube que tinha se tornado uma série de dez edições quando vi os anúncios recentes. 

Apesar da Marvel ter vindo a mim e pedido pela série do Capitão, ao invés de eu propô-la para eles, ela foi constantemente escanteada e, eventualmente, para minha decepção, cancelada. Desde o final de "Ultimates", eu estava cada vez menos envolvido em processos colaborativos na Marvel. Agora eles tinham os seus cérebros-confiáveis, os arquitetos ou como quer que seja que eles estejam se chamando a si mesmos, e era isso que liderava o processo criativo deles. Parecia algo muito fechado, nem um pouco parecido com o que era quando eu assinei com eles para fazer "Ultimates". Me pareceu que eles queriam um ilustrador e não um criador, e isso foi muito frustrante para mim. Apresentei várias propostas para várias séries, sem chegar a lugar nenhum; o Capitão foi cancelado, e eu nem me sentia envolvido na história enquanto estava trabalhando. Realmente me senti como se eu não estivesse contribuindo da forma que eu queria. 

Obviamente, o trabalho que eu fiz por lá por mais de dez anos é o verdadeiro ponto alto da minha carreira e, olhando para os filmes da Marvel, claramente influente, mas acho que tem um momento na festa no qual parece que você não conhece ninguém ou ninguém mais está rindo de suas piadas e é hora de chamar um táxi  Possivelmente, se eu soubesse que a série de Ultron era mais longa do que as cinco edições que eu pensava que seriam, e se eu não tivesse o Capitão tirado das minhas mãos, eu nunca teria pensado em sair de lá, mas as coisas mudam, eu acho.

Meio que bastante claramente.
ão quero que nada disso pareça outra coisa além de feliz, alegre e agradável, no entanto. Não existe arrependimento ou amargura, longe disso. Sempre existem coisas que você poderia ter feito de forma diferente ou melhor, mas eu me diverti muito brincando com os brinquedos da empresa, e isso fez a minha carreira ser da melhor forma possível. Agora eu vou seguir adiante. Sinto como se tivesse uma oportunidade incrível.

                    

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