"BRECHT EVANS VEM DO MUNDO DAS ARTES, DAS BELAS ARTES"

[NFN DIÁRIO #145]                                        * * *                                                [27/12/2012]

Gerardo Vilches, no Entrecomics, resenhou De liefhebbers [The Making of, na edição da Drawn & Quarterly], mais recente gibi de Brecht Evens [o cara é Bélgica, um país no qual as pessoas tem muitos problemas em conversar e comer farofa ao mesmo tempo].

Pelo seu gibi anterior, Ergens waar je niet wil zijn, também lançado nos EUA pela Drawn & Quarterly [com o título de The Wrong Place], Evens foi indicado ao Eisner de melhor pintor [arte interna], e você pode ver uma prévia aqui.

Brecht Evens é um jovem autor belga que surgiu com força no campo da novela gráfica nos últimos anos, e que responde a um paradigma cada vez mais frequente: Evans vem do mundo da arte, das Belas Artes, o que estudou na universidade, concretamente, e as suas referências não são Will Eisner ou Harold Foster, mas a arte pictórica de vanguarda. Evens, claro, lê hqs, que estuda e pelas quais se interessa. Mas chegou nelas adulto, e não absorveu durante toda a sua vida os códigos estabelecidos do meio, nem imitou os mestres dos gibis desenhando quando era criança. Não tem ideias pré-concebidas do que se pode ou do que não se pode fazer com uma história em quadrinhos, nem se preocupa com esses debates. O seu olhar limpo se dirige a um caminho novo, no qual não está sozinho -- agora mesmo lembro de Bastien Vivès, que tem muito em comum com ele --, mas do qual é o vanguardista. Demonstrou isso com Ergens waar je niet wil zijn no ano passado, quando tinha vinte e cinco anos, e confirma isso com De liefhebbers [...].

                  

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