"AND ITS HERO THE CONQUEROR WORM"

[NFN DIÁRIO #144]                                        * * *                                                [26/12/2012]

Hannah Means-Shannon resenhou The Conqueror Worm, gibi de Richard Corben [+] adaptando o poema de Edgar Allan Poe.

Tomando distância do poema, e reconsiderando a narrativa em quadrinhos de Corben, a simplicidade da trama se torna aparente de novo. Os espaços quadrinhos da hq frequentemente apresentam close-ups em partes do rosto, que ganham tamanho através do uso da ambientação no deserto, e permitem abundante espaço para um ritmo mitológico e interpretações múltiplas. Isso é o que faz de THE CONQUEROR WORM um conto de horror expandido. A história é especifica na medida certa para elementos de realismo e larga o suficiente para funcionar como uma parábola para o lugar do homem no universo. Corben, como Poe, não deixa nenhuma dúvida de que a sua história é uma tragédia, mas, se a tragédia é do Colonel Mann ou de toda a humanidade (a la Poe), frequentemente fica por conta da interpretação do leitor. É uma questão que fica com você. O THE CONQUEROR WORM de Corben é uma história em si mesmo, apesar de tirar o núcleo da atitude e da atmosfera do poema de Poe, mas isso é uma boa notícia para os quadrinhos. Corben mostra a força deste meio, particularmente nas mãos de um mestre como ele mesmo, em retratar motivações e medos básicos da humanidade [...].

Curioso sobre o poema?

Tome-o nas paletas para o seu PÓS-NATAL:

Lo! 'tis a gala night
Within the lonesome latter years!
An angel throng, bewinged, bedight
In veils, and drowned in tears,
Sit in a theatre, to see
A play of hopes and fears,
While the orchestra breathes fitfully
The music of the spheres.
Mimes, in the form of God on high,
Mutter and mumble low,
And hither and thither fly
Mere puppets they, who come and go
At bidding of vast formless things
That shift the scenery to and fro,
Flapping from out their Condor wings
Invisible Woe!
That motley drama–oh, be sure
It shall not be forgot!
With its Phantom chased for evermore,
By a crowd that seize it not,
Through a circle that ever returneth in
To the self-same spot,
And much of Madness, and more of Sin,
And Horror the soul of the plot.
But see, amid the mimic rout
A crawling shape intrude!
A blood-red thing that writhes from out
The scenic solitude!
It writhes!–it writhes!–with mortal pangs
The mimes become its food,
And seraphs sob at vermin fangs
In human gore imbued.
Out–out are the lights–out all!
And, over each quivering form,
The curtain, a funeral pall,
Comes down with the rush of a storm,
While the angels, all pallid and wan,
Uprising, unveiling, affirm
That the play is the tragedy, "Man,"
And its hero the Conqueror Worm.

                  

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