TENTE NÃO SER UM NERD TARJA PRETA POR UM SEGUNDO #29: GUERRA NAS ESTRELAS!


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A não ser que você seja um URSO saindo da HIBERNAÇÃO [caso no qual você é um urso burro e deveria estar procurando comida] ou um MARCIANO [você vai ter mais sucesso na sua busca pelo resultado das eleições americanas aqui], ficou sabendo que na semana passada a Disney comprou a Lucasfilms.

A foto tem um contexto. Viva com isso.

Parece um bom motivo para dar a George Lucas o seu TENTE NÃO SER UM NERD TARJA PRETA POR UM SEGUNDO -- muitas pessoas poderiam dizer que sob a rúbrica "GUERRA NAS ESTRELAS" se acumula mais TARJAPRETISMO que em toda as hqs publicadas na história, mas muitas pessoas não são 4 bilhões de dólares.

Demonstrando um invejável SENSO DE OPORTUNIDADE, Camille Paglia, do The Chronicle, defendeu na metade do mês passado chegou perigosamente perto de ver em George Lucas o maior artista do século. OS FUNDAMENTOS DE FATO são que o século passado foi de tecnologia, industrialização, mecanização -- coisas que Lucas abraçou para a sua ARRRRTE:

Ninguém reduziu o espaço entre a arte e a tecnologia com mais sucesso que George Lucas. Em sua saga de seis filmes que marcou época, Guerra nas Estrelas, ele fundiu lendas do leste e do oeste com ficção científica futurista e criou personagens que entraram nos sonhos de milhões. Ele construiu uma vasta e original mitologia auto-referencial como aquela dos poemas pseudo-gaélicos de Oisín escritos por James Macpherson, que correram pela Europa no final do século XVIII, ou o ciclo de histórias de Angria e Gondal criado pelos filhos de Brontë no isolamento dos pântanos de Yorkshire. Lucas foi um visionário digital que profetizou e ajudou a formar uma série de avanços, como as imagens geradas por computador, a edição de filmes computadorizada, a mixagem de som e cenografia virtual; fotografia em alta definição; transmissão por fibra-ótica da filmagem bruta; duplicação e distribuição de filmes digitais; surround sound para cinemas e casa; refinamentos nos gráficos de video-games, interatividade e música.

O maior artista do século XX
e os seus dois queixos.

Já Ben Domenech, do Acculturated, disse que vender Guerra nas Estrelas foi uma jogada de mestre – Lucas livrou a franquia DELE MESMO.

Quando você entende como Lucas escreve, você entende porque os personagens das prequelas falam do jeito que eles falam, recitando diálogos que são um insulto para madeiras. Harrison Ford, como se sabe, reclamou "você pode digitar essa m****, George, mas você com certeza não pode falar ela", e o próprio Lucas se chamava, brincando, de "o Rei do Diálogo Sem Graça". Mas, quando chegou a hora das prequelas, Lucas tinha se tornado ineditável, todo-poderoso, impossível de ser desafiado. Na época do Império Contra-Ataca, ele era um membro novo rico das novas estrelas da direção de Hollywood, mas não o monstro corporativo que ele depois se tornaria. Por isso que as prequelas parecem uma operação forçada realizada por um cara que está fazendo algo que não quer, e mal.

É um bom ponto – que já foi defendido, EM VÍDEO, com mais habilidade do que qualquer pessoa poderia fazer, por Harry Plinkett do Red Letter Media. Se você tem umas QUATRO HORAS disponíveis, recomendo que acesse esse link e descubra todo o potencial por trás de fatores como FÃ, RAIVA, INTERNET e HUMOR. Se você só tem dez minutos, acesse igual: prepare-se para desmarcar todos os seus compromissos posteriores, no entanto.

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