ALAN MOORE E SUPERFOLKS: OS FATOS, AS FOFOCAS

[NFN DIÁRIO #122]                                        * * *                                                  [23/11/2012]


Não sei se vocês conhecem o livro Superfolks, de Robert Mayer. É uma paródia do Super-Homem, publicada em 1977, e uma espécie de precursora da abordagem desconstrucionista dos quadrinhos americanos da década de 80. Pois bem: se você conhece o livro, provavelmente é porque sabe dos rumores sobre a influência que esse teria causado em Alan Moore -- isso é uma série de eufemismos para te dizer que, dizem as más línguas, três das principais hqs de super-heróis feitas por Moore em sua vida foram basicamente CHUPINHADAS daqui.

Pois bem. Para separar os FATOS DAS FOFOCAS, Pádraig Ó Méalóid escreveu três artigos, no Comics Beat.

Conforme o primeiro, a origem dos rumores seria um artigo escrito por Grant Morrison, no início da década de 90: A primeira menção que eu encontro a essa história é de Grant Morrison, que teve uma coluna chamada Drivel na revista britânica de quadrinhos Speakeasy (ACME Press) entre setembro de 1989 e março de 1991, na época em que estava aparecendo para os quadrinhos americanos com Animal Man e Arkham Asylum.

No segundo, Méalóid toma o lado de Moore – não exatamente de forma velada:

É claro, de tudo isso, que eu estou muito do lado de Alan Moore, mas mesmo assim, honestamente acredito que a maior parte das acusações feitas sobre ele ter se apropriado de idéias de Superfolks são equivocadas, exageradas, ou apenas erradas. Espero ter dito algo sobre o amplo leque de influências que podem ser vistas no trabalho de Moore [...]

O artigo final é dedicado a descrever o ÂNIMO do relacionamento entre Grant Morrison e Alan Moore. Resumo: é ruim e barbudos não perdoam:

Então, o que eu acho, no fim? Acho, primeiro, que ainda que Grant Morrison tenha provocado Alan Moore sobre Superfolks, ele certamente não queria ter sido levado tão a sério como ele foi, ou não queria que isso fosse usado como uma arma para atacar Moore. E realmente acho que é uma vergonha que Alan Moore tenha tanta dificuldade em deixar pra trás coisas como essas, porque ele também tem um histórico de coisas ruins que ele disse sobre Morrison, até hoje em dia. Realmente adoro o trabalho de Moore, e uma das coisas que eu mais gosto é o seu senso de compaixão, de redenção, que está em várias de suas obras, mas, relendo esses artigos, é difícil não ver a Moore como aquele que está perpetuando isso, em vez de Morrison, que parece apenas ter coisas boas a dizer sobre Moore ultimamente.

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