[NFN#118] A quadrinista Gabrielle Bell foi entrevista por Tobias Carrol, do The Paris Review. The Voyeurs, seu gibi desse ano, é o primeiro que não foi lançado pela Drawn and Quarterly -- o que eu quero dizer com isso é que você deve esperar uma pessoa que escreve pseudo-autobiografias INDIESTAS. Temos otimismo: Perguntada se o mundo dos quadrinhos melhorou, Bell respondeu que sim... OU ALGO.

Acho que melhorou. Melhorou muito. Mas é difícil dizer. Faço quadrinhos faz tempo, e eu mesmo mudei muito. Lembro quando comecei, poucas mulheres estavam fazendo quadrinhos, pra começo de conversa. E havia essa atitude sobre os quadrinhos -- era mais provinciana. Hoje em dia, existem tantas aulas -- eles foram realmente aceitos na universidade. Naquela época, era uma coisa de excluídos. Mas, dentro dessa coisa de excluídos, era uma coisa de elite -- "as massas não entendem, então nós vamos fazer a nossa própria coisa!", esse tipo de coisas. É difícil dizer o que mudou, considerando que eu mudei tanto. Mas parece que o padrão dos quadrinhos baixou muito. O padrão dos desenhos e dos roteiros. Talvez eu me meta em problemas por dizer isso, mas, a queda no padrão também fez com que seja uma arte que possa ser condensada, ou não é levada tão a sério.

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