NFN#113: OTOMO! TERRA SELVAGEM! THOMAS PYNCHON+FRANK MILLER!



SCI-FI RETRO JAPA. Katsuhiro Otomo, promovendo anime novo [Hi no Yōjin, ou Combustible no título internacional], passou pela Califórnia e deu uma palestra no California Institute of the Arts. Justin Sevakis foi lá e voltou com uma reportagem para o Anime News Network. As respostas de Otomo às perguntas feitas são meio monossilábicas:

Beck noticiou um padrão temático no trabalho de Otomo, de tradição contra novas tecnologias. "Tentei apresentar os dois lados. Gosto de coisas novas -- filmes, música, tecnologia e assim por diante, mas o passado também tem o seu valor, então eu tento tratar os dois da mesma forma".

Viu só?


SELVAGEM. Marvel NOW! e suas novas séries: Dave Richards entrevistou, no CBR, Frank Cho, a troco do eminente lançamento de Savage Wolverine – nova do mutante baixinho ambientada na Terra Selvagem, um dos conceitos da Marvel que eu acho mais legais [dinossauros. Esse é o argumento que eu preciso].

Para dar a "Savage Wolverine" uma sensação de aventura clássica, Cho buscou nas revistas pulp dos anos 30 e 40, bem como nos filmes de Indiana Jones, a sua inspiração. Ele eventualmente decidiu inserir o seu protagonista em uma história no estilo "Mundo Perdido", misturando as aventuras arqueológicas de Indy com o terror pulp dos Mitos de Cthulhu de H.P. Lovecrafts.

Se você olhar para os personagens pulp, você vê pessoas fazendo coisas extraordinárias dentro dos limites do realismo, mas que ainda são larger than life, como O Sombra, Tarzan e Doc Savage. Sempre pensei que o Wolverine encaixaria entre eles se usado da forma adequada


PÁLIDO #4. Mais Sandman no AV Club. Agora, Noel Murray e Tasha Robinson discutiram Estação das Brumas.

Essa edição como um todo é sobre mitologias antigas, e as suas tentativas de se re-criar ou se resgatar. Todo mundo aqui está em um estado de profunda mudança de identidade. Morfeus se recupera do período em que esteve preso, enfrentando os desafios de seu novo estado empático e aprendendo a se livrar do seu imenso orgulho. Lucifer abandona o seu comando sobre o inferno, de eons de antiguidade, para tentar algo novo. Os deuses nórdicos querem enganar o Ragnarok e escapar do seu paradigma; os deuses japonses estão incorporando novos ídolos e se reformulando; os demônios querem a independência que nunca tiveram. Até mesmo os personagens menores são pegos em um estado de mudança: uma edição inteira é dedicada à morte e ao abandono da velha vida insatisfatória de Charles Rowland. Loki espaca de uma prisão de milênios. Nada, no fim, larga a sua história, a sua memória e a sua forma antiga. Nuala perde o seu orgulho, a identidade que tinha escolhido, e o seu rosto; Mazikeen perde o mestre que a define. O anjo Remiel perde tudo que tem significado para ele, e muda o inferno no caminho, enquanto que a sua contra-parte Duma escolhe aceitar o seu dever e muda sem largar de mão a sua identidade.


CAPAS. No Entrecómics, escanearam todas as capas da editora Penguin [tiradas do livro Penguin 75] que foram feitas por quadrinistas. 

Essa aí em baixo, do Arco Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon, é do Frank Miller, mas tem várias outras para justificar o ACESSO – Daniel Clowes, Charles Burns, Chris Ware, Yoshihiro Tatsumi, Joe Sacco...

Você que é SAGAZ a ponto de conhecer o NFN deve ter percebido que
isso é a capa, a lombada, a contra-capa e as orelhas.


ENCAIXADO #15. Ó o Chris Ware participando de um podcast – o Bat Segundo Show, apresentado por Edward Champion.

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