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SUPER. Colocaram nas mãos de Scott Snyder, atual roteirista de Batman, o outro grande personagem da DC: Super-Homem. Os desenhos ficarão a cargo de Jim Lee. Na Paste Magazine, Snyder comentou os seus planos para Metrópolis -- que contrastam com as suas idéias para Gotham na série do morcegão:

Metrópolis vai ter uma grande importância, mas acho que o que nós vamos fazer com o Super-Homem foca mais em sua relação com o país e com o mundo. O escopo do cenário no qual ele opera é tão cósmico e gigantesco que, muito embora Metrópolis tenha um papel importante para ele, como Clark, emocionalmente, as apostas serão muito, muito altas. Nós queremos que seja algo realmente épico que vai balançá-lo totalmente quando ele lutar com esse novo vilão que nós criamos, que desafia ele emocional e psicologicamente, mas que também tem poderes que são pelo menos tão fortes quanto os dele. É algo que nós queremos que tenha tamanho para partir a Terra. Metrópolis está no coração da história de diversas formas, mas o mundo do Super-Homem está menos limitado à cidade a partir da qual ele opera.


HISTÓRIA #8. Mais sobre Sean Howe e seu livro, Marvel Comics: The Untold Story. Primeiro, Howe foi entrevistado por Ryan Ingram, do CBR. Sobre Stan Lee, comentou:

É, acho que Stan Lee -- a sua imagem pública está tão gravada nas nossas cabeças que acho que muita gente, de formas positivas e negativas, atribuíram a ele um papel muito simplificado, quer pensem que ele é o cara que criou todos os personagens da Marvel sozinho, ou pensem que ele é alguém que simplesmente explorava artistas e que levou a glória.

Se você fizer uma comparação com o cinema, provavelmente poderia dizer que Jack Kirby era o diretor dos filmes que ele e Stan Lee fizeram juntos. Ele era um visionário. As suas idéias funcionavam em uma escala grandiosa e feroz. Ele fez a parte pesada das tramas, e, como desenhista, decidia a forma pela qual a história era contada, e controlava todos os elementos visuais.

Por outro lado, Stan Lee não era apenas um incrível editor -- ele era o diretor de arte da Marvel, ele era um caçador de talentos, ele escreveu excelentes diálogos e era um excelente relações públicas. Ele era obstinado. Ele trabalhou na Marvel dos 19 aos 75 anos, e de forma incansável promoveu não apenas a empresa, como também o meio.

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O livro, ainda, foi resenhado por David Weigel, no Los Angeles Review of Books.

O que está implícito, mas não afirmado, é que os gibis de Gerber para a Eclipse não vendiam como os da Marvel. Os gibis de Kirby para a DC foram decepções, também; quase nenhuma de suas criações para a empresa ainda ligam com as pessoas como o Quarteto Fantástico e os X-Men. É impossível saber isso e não dar algum crédito para o ambiente de exploração, de implicância, à tensão criativa e à destruição criativa de uma empresa controlada por idiotas. Para seu crédito, Howe nunca nega esses fatos desconfortáveis. No novo milênio, quando os personagens da Marvel estão acumulando bilhões de dólares em bilheteria, fica claro que a tensão colaborativa de alguma forma funcionou. "O Universo Marvel se arrasta adiante", escreve Howe, "e vai para trás, e se desvia". Levou décadas, mas personagens criados por homens desesperados com prazos finais sobreviveram -- talvez porque outros homens, igualmente desesperados, assumiram o controle.


DERROTA. E já que falamos de Jack Kirby, Nick Caputo, no Marvel Mysteries and Comics Minutiae, escreveu um artigo sobre The Losers, um dos gibis de guerra que Kirby fez para a DC.

A experiência de Kirby na Segunda Guerra Mundial forneceram o ímpeto das aventuras de Losers -- formando um olhar íntimo e desde dentro à natureza do combate. O resultado, freqüentemente, uma paisagem triste e malévola, pontuada por violência abrupta e mortes rápidas. Passagens cômicas também foram espalhadas por toda a história, em um esforço para apresentar um relato mais equilibrado. Além disso, foi oferecido um vislumbre dos mecanismos de defesa que eram essenciais para a equanimidade dos soldados, e os meios pelos quais alguém pode suportar o incompreensível.

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