MARVEL AGORA VAI: O RESENHISMO É MÚLTIPLO, O RESULTADO, VARIADO #2 [THE AVCLUB EDITION]


[NFN DIÁRIO #127]                                        * * *                                                  [30/11/2012]

O AV Club também fez a sua parte pela CAUSA do resenhismo do MARVEL AGORA VAI.

A tarefa recaiu sobre Oliver Sava e a sua coluna de comentários aos lançamentos da semana. Passou por Thor: God Of Thunder #1 [+], de Jason Aaron [+] e Esad Ribic [+]...

Diferentemente do diálogo normalmente áspero e realista de Aaron, a linguagem rebuscada de Thor faz com que o escritor teste outros músculos, o que faz de forma admirável. Ele tem um forte controle das diferenças vozes dos três Thors: do orgulhoso ególatra do passado, do herói humilde do presente, e do rei abandonado do futuro. Separadamente, as histórias deles são instigantes, mas Aaron as entrelaça em uma narrativa que atrai o leitor para não largá-lo mais. Cada período do tempo tem um tom diferente -- o passado é horror, o presente é super-herói, o futuro é uma fantasia heroica no estilo de Frank Frazzetta -- o que faz de Thor: God of Thunder #1 uma das mais densas e satisfatórias leituras de Marvel Now!.

...Captain America #1 [+], de Rick Remender [+] e John Romita Jr. [+]...

A história escrita por Remender é inspirada pela fase de Jak Kirby como escritor e desenhista do Capitão América nos anos 70, e o desenho de John Romita Jr. captura a energia crua que caracteriza o trabalho de Kirby. Junto com ele estão o arte-finalista Klaus Janson e o colorista Dean White, o que resulta em um desenho que é ao mesmo tempo retrô e moderno. Os personagens tem um aspecto cartunesco, mas os cenários são intensamente detalhados (veja o painel de abertura de uma rua lotada do Lower East Side de 1926), e ganham uma dimensão extra com as cores exuberantes de White. Romita passou a confiar mais em seus coloristas nos últimos anos, o que resultou em um traço mais limpo e simplificado, que breve vai ser relaxado com o novo mundo que Remender pede que ele crie...

... All New X-Men #1, de Brian Michael Bendis [+] e  Stuart Immonen...

A ideia de Bendis na verdade não tem a oportunidade de decolar nessa primeira edição; como o seu Spider-Men #1, All New X-Men #1 é primeiramente dedicado a estabelecer o status quo atual do universo 616. Mas se Spider-Men é um indício, a introdução dos X-Men do passado ao presente deve resultar em alguns momentos incrivelmente emotivos. Immonen é um dos melhores artistas dos quadrinhos de super-heróis, e o seu estilo aplicado ao All-New X-Men alcança um bom equilíbrio entre o traço realista que ele trouxe para revistas como Superman: Secret Identity e o seu traço mais cartunesco de Nextwave. Os seus personagens são atores maravilhosamente versáteis, e o roteiro de Bendis é elevado pela habilidade de Immonen em capturar cada emoção. Tomara que a Marvel não abuse demais do escritor, porque com duas séries mutantes, Guardian of The Galaxy, Ultimate Comics Spider-Man e o relançamento de Powers, tudo previsto para os próximos meses, Bendis tem muito o que fazer...

...e Incredible Hulk #1 [+], de Mark Waid [+] e Leinil Francis Yu [+]:

Enquanto que a primeira edição promete um brilhante novo futuro para Bruce Banner e o Hulk, Waid termina com um detalhe menos otimista ao focar o passar do tempo do relógio de Maria Hill. É parecido com a última página do Daredevil #1 de Waid, onde Foggy Nelson lança dúvidas sobre a personalidade mais tagarela de seu parceiro depois de uma edição positiva. Se Waid puder alcançar com Bruce Banner o mesmo equilíbrio entre drama de personagem e ação super-heróica que ele faz com Matt Murdock, Daredevil pode ao fim conseguir alguma competição lá no topo...

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