MARVEL AGORA VAI: O RESENHISMO É MÚLTIPLO, O RESULTADO, VARIADO

[NFN DIÁRIO #125]                                        * * *                                                  [28/11/2012]

Aí a Marvel lança 300 gibis novos em um mês e a nerdagem pira. O Comics Alliance, por exemplo, fez uma série de resenhas sobre apenas ALGUNS desses novos lançamentos – isso aqui já é quase que um NFN DIÁRIO ESPECIAL apenas para reuni-las.

Começou com Chris Sims, que resenhou Thor: God of Thunder, série do deus nórdico que caiu nas mãos de Jason Aaron [+] [Scalped [+]] e Esad Ribic [um monte de capas e Loki, minissérie de 2004 escrita por Robert Rodi].

Não apenas Thor: God of Thunder #1 de Jason Aaron e Esad Ribic é uma das melhores primeiras edições do ano, também é uma das premissas mais provocadoras que eu li em muito tempo.

[...] Em God of Thunder, Ribic troca um pouco de estilo da pintura exuberante que ele fez em Loki, o que eu imagino que tenha que ver com fazer um gibi mensal [...]. Mesmo assim, a colorização de Dean White ainda usa a mesma paleta suave, e parece bom. Os elementos fundamentais de sua arte ainda estão aqui -- a expressão, a energia, a sensação cinética pela qual mesmo em uma cena em que está Thor parado no fundo do painel ainda parece que ele está a um segundo de partir para a ação.

[...] Até mesmo nesse nível mais básico de história de aventura, o roteiro de Aaron ainda tem um nível de complexidade ao contar três histórias conectadas, ambientadas em três momentos diferentes da vida de Thor. [...] Jason Aaron é um cara que claramente pensa muito sobre religião e crença. É um tema recorrente no seus gibis de super-heróis da Marvel, de batalhas entre anjos, demônios, serial killers e motoristas de caminhão em Motoqueiro Fantasma à jornada de Logan pelo inferno nas páginas de Wolverine. Ele sempre faz um trabalho incrível com o tema, especialmente quando você pensa que ele está usando assuntos bem pesados para formar a fundação para as histórias de ação enganosamente muito complexas que se tornaram a sua marca registrada.


Matt D. Wilson ficou com Captain America, de Rick Remender [+] [de Uncanny X-Force [+]] e John Romita Jr. [de todos os gibis da Marvel dos últimos vinte anos]. A resenha é curta, então a transcrição também vai ser:

No que deve ser o truque mais inteligente desta primeira edição, Remender e Romita oferecem lembranças periódicas da origem do Capitão América, especialmente a versão de sua origem do filme, sem de fato reapresentá-la. 

Deixo a teu critério refletir se isso é VIRTUDE SUFICIENTE ou não.

Já Andrew Weller resenhou Indestructible Hulk [+], por Mark Waid [+] [Daredevil [+]] e Leinil Francis Yu [que teve uma fase longa no gibi do Wolverine entre 1997 e 1999].

A proposta revolucionária dessa série é que o alter ego de Hulk, o brilhante mais torturado cientista cabeçudo Bruce Banner, decidiu parar de buscar uma coruna para a sua doença (se transformar em um monstro de raiva gigante verde inumanamente forte) e tratar isso como uma doença crônica, mas manejável. Ele vai colocar ambas as suas personalidades a disposição da SHIELD, o que vai permitir que Banner volte a dedicar o seu gênio a resolver os problemas dos outros, em vez de a brigar com os seus próprios, e vai dar à SHIELD um Hulk. É uma direção inteligente para o personagem, uma reconciliação que abre novas possibilidades de histórias sem reduzir nem o Hulk,nem Banner. É essa mudança que faz valer a pena explorar essa história.

Pra fechar, ao menos por enquanto, de novo Matt D. Wilson resenhou as duas novas séries do Quarteto Fantástico -- Fantastic Four [+] e FF, a primeira de Matt Fraction [+] [Casanova, Invincible Iron Man] e Mark Bagley [+] [Ultimate Spiderman], a segunda do próprio Fraction e Mike Allred [+] [X-Statix].

Também me pegou de surpresa um pouco o quanto Fraction manteve o mudado status quo que Jonathan Hickman montou em sua fase nessas duas séries. Outras séries relançadas no Marvel NOW! reiniciaram tudo do ponto um, enquanto que essas edições poderiam facilmente terem os números #612 e #24 nas suas capas. Embora essa não seja a forma mais eficiente de atrair novos leitores, tenho que dar crédito a Fraction por tentar introduzir os vários e diversos personagens da Future Foundation na forma mais amistosa para novos leitores que alguém pode imaginar. Além disso, seria uma pena derrubar toda essa arquitetura nova e interessante que Hickman projetou nos últimos anos. Isso seria como tentar apagar tudo que Grant Morrison fez para remodelar o mundo do Batman nos últimos vários anos.

E isso tudo só é PARTE dos lançamentos DESTE MÊS – as “novidades” vão pingar daqui a março do ano que vem.

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