ALAN MOORE E SUPERFOLKS: O RETORNO

[NFN DIÁRIO #126]                                        * * *                                                  [29/11/2012]

No outro dia, linkei aqui, de uma tacada só, três artigos escritos por Pádraig Ó Méalóid [que, a propósito, é um irlandês que dedica bastante do seu tempo aos quadrinhos britânicos, especialmente aos de Alan Moore] para o Comics Beat sobre a controvérsia relativa à MINERAÇÃO, por parte de Alan Moore [+], do livro Superfolks [+] [de Robert Meyer], do qual se diz que o barbudo tirou as principais ideias de alguns dos seus grandes sucessos da década de 80 -- especificamente, Watchmen, Marvelman e O Que Aconteceu com o Homem do Amanhã? [última história do Super-Homem pré-Crise, desenhada por Curt Swan [+]].

Pois bem: Grant Morrison [+] [que teria sido o primeiro a comentar essa história] escreveu, de novo no Comics Beat, um artigo de resposta ao de Ò Méalóid – resposta, inclusive, que foi praticamente PARÁGRAFO A PARÁGRAFO. A repercussão foi meio nojenta: uma espécie de Team Morrison vs. Team Moore, uma disputa de FÃS DE TWILIGHT versão FÃS DE QUADRINISTAS, o que me deixa um pouco triste – como leitor de quadrinhos e como HUMANO. Enfim.

A resposta de Morrison não é livre de rancor:



O homem tem um argumento.

Em defesa do meu eu aos trinta anos, ele tinha respaldo editorial para divertir e provocar, ao contrário do Alan Moore de 59 anos que insulta, condena e joga acusações sem fundamento aos seus contemporâneos e seus trabalhos em quase todas as entrevistas que dá. Acho trágico, mas bastante pertinente para este artigo, que a voz mais alta do nosso negócio -- a que chega mais longe e é levada mais a sério pela mídia mainstream -- é aquela que oferece nada além de desprezo e denúncias, com quase nenhum elogio às várias conquistas e aos escritores individuais que atualmente trabalham nos quadrinhos mainstream, sem falar no bem estar dos brilhantes autores de quadrinhos independentes.

Nenhum comentário: