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VINGADORES MUTANTES. Na semana passada, foi lançado Uncanny Avengers #1, primeira série do relançamento da Marvel, o tal do Marvel NOW!. Oliver Sava, do AV Club, resenhou a edição da série do novo super-grupo da editora, um misto de Vingadores e mutantes criados pelo Capitão América para apaziguar os ânimos pós-Avengers vs. X-Men [realmente parece o ponto de entrada perfeito para os novos leitores -- Marvel NOT!].

Dito isso, Uncanny Avengers #1 ainda oferece uma trama padrão de gibis de super-heróis: Novos heróis conversam sobre formar uma equipe, eles têm que se unir para combater uma nova ameaça que parece, outros heróis são atacados pela mesma ameaça em outro lugar, eles se unem à equipe depois. Wolverine medita sobre não ter conseguido realizar o sonho de Xavier, o Capitão América medita sobre não ter ajudado os mutantes o suficiente, Destrutor medita porque ele perdeu o seu irmão e o seu mentor, a Feiticeira Escarlate medita sobre a sua responsabilidade por tudo isso, e a Vampira medita sobre as meditações da Feiticeira Escarlate. Thor faz piadas sobre cafés, deixando claro qual é o papel que ele desempenha na equipe.

Sobre Cassaday, no entanto, as notícias são mais animadoras:

Cassaday retorna às histórias mensais com essa série, e o seu talento tinha deixado saudades. Ele equilibra espetáculo e realismo incrivelmente bem, ambientando essas histórias fantásticas em um mundo em relação ao qual os leitores podem se sentir relacionados. Os seus desenhos nessa edição podem não ser tão detalhados como o de seus primeiros trabalhos, mas se espera que o seu estilo novo e simplificado torne-o capaz de cumprir a periodicidade mensal, ao menos nesse primeiro arco.


NYCC. Karl Keily, do CBR, entrevistou Grant Morrison na New York ComicCon, para o CBR -- e Luis Alberto, do Terra Zero, foi lá e traduziu a entrevista. Sobre o a sua visão para o Super-Homem e o Batman, Morrison comentou:

Morrison mencionou como o Superman (que ele escreveu em “All-Star Superman” e Action Comics”) é o reflexo dos tempos que ele é escrito: “Ele responde, em todo caso, a nossa ideia do que seria o homem supremo”. E descreve o atual Superman como “metade Jesus Cristo, metade Martin Luther King. É uma ideia bem estranha, mas é como eu o vejo agora”.

“A versatilidade de personagens como Superman e Batman vai permitir que eles sobrevivam a todos nós. Caras como eles têm o potencial de existir por séculos. Batman é tal arquétipo perfeito, que há uma chance dele durar séculos como Robin Hood e Rei Arthur”.


GRAND THEFT AUTO -- COMIC BOOK ARTIST EDITION. Gavin Edwards, da Rolling Stone,  ao falar de Marvel Comics: The Untold Story, de Sean Howe, foi direto ao ponto e listou 10 curiosidades tiradas do livro sobre a Casa das Idéias.

Resulta que Jim Steranko [lembra dele?] é muito mais que um baita desenhista pirado de paletó branco:

Jim Steranko, famoso pela sua arte psicodélica em Nick Fury, Agent of S.H.I.E.L.D., tem o passado mais diversificado entre os artistas da Marvel dos anos sessenta: antes dos quadrinhos, ele foi um artista de escape, como Houdini, fugindo de camisas de forças e celas de prisão, a sua banda de rock tocou com Bill Haley and the Comets, ele roubou carros e armas, e foi preso em 1956 pelo roubo de 25 carros e dois caminhões.

O topete é a única prova que você deveria
precisar de que esse é Jim Steranko.


SUPERBULLY. E falando em Grant Morrison, Dillon Fenner, no Cracked, fez uma lista de cinco histórias que comprovam que ele tem razão ao dizer que o Super-Homem, nas suas origens, era basicamente um valentão TURBO – espírito que Morrison queria recuperar na Action Comics dos Novos 52.

Se você quer uma prova, TOME-A em três quadrinhos:



Paul Krugman pira.

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