NFN#93: AVX, CHRIS WARE, CRUMB E M&Ms!



HIPER-ANÁLISE. Avengers vs. X-Men, o evento do século da semana da Marvel, chegou ao fim na semana passada -- e inclusive já linkei aqui a resenha spoilerezida do Newsarama. Se você acha isso pouco, Timothy Callahan e Chad Nevett também. Como os dois não se mixam pra pouco, debateram o resultado final da série no CBR -- porque você não é verdadeiramente um nerd tarja preta até fazer isso. Nevett comentou:

"AvX" é muito do seu tempo, fundado em duas idéias estranhas e conflituosas que se fixaram na última década. De um lado, você tem a ideia de uma crescente interligação entre a comunidade dos super-heróis. A maioria desses caras estão por aí há muito tempo, trabalham juntos várias vezes e conhecem um ao outro, ao menos superficialmente. Existe uma crescente familiaridade entre os heróis, produzida de forma mais evidente na fase de Brian Michael Bendis nas séries dos Vingadores. E tudo isso faz sentido. Mas, também existe a tendência de fazer com que os heróis passem de uma simples divergência à violência brutal. "Guerra Civil" mostrou isso de forma bastante clara, onde ninguém parou e disse "Ei, eu concordo com essa nova lei, mas não vou lutar por pessoas que eram meus colegas de equipe ontem", o que eu imagino que é o que a maioria das pessoas faria. Em vez disso, é guerra aberta, porque, aparentemente, ninguém consegue resolver nenhuma desavença sem violência (diante da vida que os super-heróis levam, isso não é uma surpresa, mas também é bastante patético e não-heróico). Quero dizer, um dos 'melhores' (palavra usada de forma muito subjetiva) gibi da Marvel que eu li durante a década passada foi uma edição de "O que aconteceria se?" sobre a "Guerra Civil", onde uma das histórias mostrava o que aconteceria se Tony e Steve simplesmente sentassem e conversassem sobre uma saída em vez de partir para a briga. Foi uma brilhante desconstrução sobre o quão horríveis, em um aspecto, os gibis de super-heróis são. Quero dizer, qual é, não seria a coisa lógica fazer o Ciclope e o Capitão América simplesmente concordar em levar Hope para fora do planeta onde eles poderiam encontrar a Fênix e evitar que acontecesse a destruição em massa do planeta? Você sabe, se juntar e trabalhar juntos...?


ENCAIXADO #5. Rita Book, do Phawker, entrevistou Chris Ware. A pauta, você deve imaginar, foi Building Stories. Sobre a hq, Ware falou:

Trabalhei em "Building Stories" nos últimos 11 anos, enquanto trabalhava em outra graphic novel (atualmente em 250 páginas) e outros projetos. O livro propriamente é uma tentativa de criar outra forma físico para ver o nosso ao redor e nossas memórias impressas de um jeito próximo à forma em que eu acredito que as nossas mentes já nos permitem fazê-lo; não é um quebra-cabeças de forma alguma, mas espero que tenha o apelo ou lembre a um. É sobre como a vida muda quando alguém decide ter uma família e filhos, como a correnteza se inverte, de fora para dentro em de dentro para fora.


HISTÓRIA #3. O próprio Sean Howe, escritor de Marvel Comics: The Untold History, publicou um trecho do livro do The Comics Journal, tratando do início da década de 90 -- que viu, em seu início, a Marvel lançar ações na bolsa, apenas para ver, na sequência, seus principais quadrinistas caírem fora para deixá-la na mão de Fabian Nicieza, Scott Lobdell e um marqueteiro conhecido por ter inventado a embalagens coloridas para M&Ms.

Uma mistura que define perfeitamente essa capa.


CRUMB+BUKOWSKI. Pra fechar, um link que não vai te levar para um texto de mil páginas: no Brain Pickings, Maria Popova reuniu todas as ilustrações que Robert Crumb fez para os livros do Charles Bukowski.

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