NFN#92: MORRISONCON ALÉM DA CACOFONIA



DETETIVE. Ontem, linkei aqui a coluna do Tucker Stone dessa semana, na qual ele comentava [rápida e positivamente] Detective Comics #13, de John Layman e Jason Fabok, que assumiram o título no lugar do péssimo Tony Daniel. Hoje, Oliver Sava, no AV Club, se somou aos elogios, e dedicou uma longa [mas igualmente positiva] resenha à edição.

Em apenas dois quadrinhos no início da edição, Detective Comics se torna instantaneamente mais divertido, graças ao senso de humor de Layman: "na quinta-feira, Bruce Wayne doou $350,000 à Associação Odontológica de Gotham", Batman narra. "Então na noite de sexta-feira, não preciso me sentir mal por fazer isso", continua, em um quadrinho em plano detalhe que mostra o seu punho marretando o lado esquerdo do rosto de um homem. É uma fala engraçada, mas Batman está completamente sério. Ele de verdade vê a sua doação como Bruce Wayne como uma compensação pelo seu uso, enquanto Batman, de violência física, o que é uma forma inteligente de se retratar a atitude do Batman e usá-la para criar comédia.


MÚLTIPLO #3. Andy Khouri escreveu um artigo para o Comics Alliance sobre a MorrisonCon e o que viu por lá. Aparentemente, é muito mais do que a egotrip que o nome indica.

[...] Eu estava palpavelmente cético sobre o quanto eu ia gostar de uma convenção aparentemente organizada em torno da celebração de apenas um autor, mas eu fui positivamente surpreendido ao descobrir que os organizadores venderam mais idolatria do que havia e menos o formato inovador. Uma forma útil de se pensar sobre a MorrisonCon é substituir o MorrisonCon-venção na tua cabeça por MorrisonCon-ferência, porque uma conferência é o que o evento realmente foi, e o que fez da MorrisonCon um dos, se não o mais, divertido conclave de quadrinhos do qual eu já tomei parte.


PARTIU #2. Bryan Young, do Big Shiny Robot, entrevistou Matt Wagner. O pretexto é o lançamento de The Tower Chronicles, ticket de Wagner para o Ostracismo impresso pela Legendary Comics que eu comentei aqui no outro dia. Com base na entrevista, alguns [eu] diriam que Wagner ainda está em fase de negação:

Sou um criador de quadrinhos bem estabelecido, tenho trinta anos de experiência no meio, e ainda não tenho nenhum filme adaptado do meu trabalho, então esse nunca foi o meu objetivo. Não escrevo histórias apenas para emplacá-las como filmes. 

Na foto: apenas um balão metereológico. 

BUSCEMA X KIRBY. Barry Pearl discute, em seu próprio blogue, qual é o melhor Surfista Prateado, se o de John Buscema ou o de Jack Kirby. Se você acha que isso é uma discussão irrelevante, bom, esse é o nosso esporte.

O maior erro na série do Surfista foi manter na Terra um dos seus mais poderosos personagens. [...] As histórias do Surfista, especialmente no início, eram normalmente sobre preconceito. Isso raramente abarcava a totalidade do personagem, ou lhe dava uma ameaça séria, mas seria uma sub-trama interessante de vez em quando. Ele deveria ser capaz de vagar pelos céus, até mesmo voltar para casa, e ter grandes aventuras fora da Terra. [...] Viajar pelo espaço também ajudaria a interromper as suas constantes reclamações.

Existe uma diferença entre preconceito e sentido comum. Se você enxergasse uma pessoa nua, pintada de azul (ok, prateado) andando pela rua no inverno e carregando, mesmo estando a mil kilometros do oceano, uma prancha de surfe, seria preconceito pensar que ela é maluca?

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