NFN#90: KIRKMAN CHAMOU NA XINXA




HISTÓRIA #2. O livro Marvel Comics: The Untold History, de Sean Howe, e que já foi comentado por aqui, vai sair essa à venda nessa semana. Como parte do ESFORÇO DIVULGATIVO, o próprio Howe publicou, na Grantland, um trecho do livro. Um que fala, nas suas palavras, sobre:

Roy Thomas, a mão direita de [Stan] Lee no escritório [da Marvel] desde 1965, tomo as rédeas como editor, e presidiu uma porta giratória de novos talentos que cresceram absorvendo o estilo Marvel e que estavam ansiosos por trabalho. O que a empresa tinha a perder ao deixar eles tentarem a sua sorte com as vendas? Foi, de forma mais modesta, uma repetição do que Hollywood estava experimentando por alguns anos, depois de uma série de desastres de grande orçamento e que o sucesso de Easy Rider e Bonnie and Clyde convenceram os estúdios de que seria melhor atirar dinheiro para estudantes de cinema recém formados e torcer pelo melhor. Os leitores de quadrinhos hardcore vieram de todas as partes do país. Entre eles estava Dom McGregor um diretor de filmes aspirante, pequeno e de fala rápida, de Rhode Island; Steve Gerber, um fumador compulsivo com uma obsessão com Camus de St. Louis; Gerry Conway, o prodígio nascido no Brooklyn que começou a escrever para a DC quando tinha 16 anos; e Steve Englehart, um objetor de consciência de barba e óculos de Indianápolis.


GÓTICO. A IDW vai lançar uma nova série do Corvo, personagem de James O’Barr, provavelmente mais conhecido pelo filme meio GÓTICO do início dos anos 90 no qual morreu Brandon Lee [URJO você a não revê-lo: ele não resistiu bem ao teste do tempo], que será escrita pelo próprio O'Barr. Graeme Mcmillan, do Comics Alliance, tem mais detalhes – especificamente a capa da primeira edição [essa lá em cima] e a trama:

A nova história, The Crow: Skinning The Wolves, é uma série de três edições que tem lugar muito antes da história original do Corvo, criada por O'Barr em 1981. Ambientada em um campo de concentração nazista em 1945, a série liberta o espírito da vingança homônimo para colocar as coisas do jeito certo contra uma das maiores atrocidades já cometidas pelo homem. "Essa é uma história que eu planejo faz anos; 20 anos, talvez", O'Barr diz sobre a série. "É difícil andar nessa corda, usar um campo de concentração como ambientação para uma história, mas tomei cuidado em não explorar a situação apenas por entretenimento”.


TEMPORADAS. De novo no CBR, Gerg Burgas resenhou Hulk: Season One, de Fred Van Lente e Tom Fowler, o mais interessante dos títulos que fez parte da segunda fase da linha da Marvel [que integrou junto com Ant-Man, lançado no mês passado, escrito por Tom DeFalco e Horacio Domingues, e Doctor Strange, que será lançado nesse mês, escrito por Greg Pak e Emma Rios].

Burgas é só elogios:

A pesar da história ser bastante boa, o que eleva Hulk: Season One é a soberba arte de Fowler. A sua linha cartunesca ajuda com as grandes cenas de ação, que parecem ser mais frouxas e frenéticas que a maioria dessas cenas das Duas Grandes hoje em dia, enquanto que os detalhes ajudam a fazer as coisas mais bobas [...] críveis. O estilo de Fowler sempre foi bom para expressões faciais exageradas, quando você está lidando com o Hulk (pra não falar de Thunderbolt Ross), isso é uma coisa boa. Mas Fowler também é bom nos momentos mais sutis, e quando Bruce e Hulk se enfrentam, ele acerta em cheio.


MÚLTIPLO #2. Mais sobre a Morrisoncon. Josie Campbell, do CBR, cobriu um painel de Grant Morrison, Jason Aaron e Jonathan Hickman sobre planejamento de longo prazo das histórias. Lá pelas tantas, Robert Kirkman e J. H. Williams III tomaram parte na discussão – Kirkman [que já escreveu Ultimate X-Men e Marvel Zombies], no caso, para levantar dedos acusadores:

Kirkman, no entanto, tinha algumas palavras duras sobre trabalhar para a Marvel, especificamente no que se trata de revelações no virar da página -- partes da história que estão escondidas até que a página é virada.

"Você tem que escrever pensando na virada da página, se não, você está escrevendo na página do lado esquerdo 'ele vai atirar nesse cara?' e daí na página do lado direito o cara está levando um tiro", Kirkman disse. "Uma das coisas que eu realmente odiei de trabalhar para a Marvel foi que eles pensavam, tipo, 'Vamos colocar um anuncio aqui'. Eles ferravam com isso o tempo todo".

"E eles não apenas te ferram com os seus anúncios -- vou falar um pouco de merda sobre a Marvel bem rapidinho", Kirkman continuou enquanto o público aplaudia, "Mas eles fazem isso nos encadernados também!".

Nada como uma série de TV de sucesso pro cara decidir fechar umas portas.


UNI-VOS. Laura Northrup, do The Consumerist, uma versão americana e articulada dos “Reclame Aqui” da vida, publicou o e-mail de um comprador da Amazon meio indignado com a porquice de suas embalagens para livros e quadrinhos.

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