NFN#106: AGORA VAI, BRASIL



BRASILIANIS. Tá vendo essa capa EMANANDO formas geométricas aí em cima? É de Diego Gerlach, e o pretexto para o seu ENCABEÇAMENTO dessa postagem é esse artigo de André Forasitieri, no seu próprio blogue, sobre o atual momento [de ouro, nas suas palavras] dos quadrinhos brasileiros:

Entre uma ponta e outra passeia uma turma com ambições menos jornalísticas e quadrinísticas e mais estéticas. Gente como Rafael Grampá, Rafael Sica, Diego Gerlach, e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. Estes são ícones de sua geração. Começaram nos fanzines, batalharam para penetrar no mercado americano, mantiveram suas personalidades mesmo desenhando super-heróis, e finalmente tiveram chance de produzir sua graphic novel. Daytripper tem cenário e protagonista brasileiros e tema universal. Foi publicada primeiro nos EUA, depois aqui, e agora mundo afora. É a primeira graphic novel nacional de impacto global. Haverão outras.


LOCURALOCURALOCURA. Don Steinberg, do Wall Street Journal, escreveu um artigo sobre a nova antologia da revista MAD, Totally MAD: 60 Years of Humor, Satire, Stupidity and Stupidity. É tudo um método:

Ainda que a revista ainda receba toda a glória -- ainda é publicada, e é tão infantil e incisiva quanto sempre -- a atividade editorial de MAD merece elogios também. Poucos periódicos foram tão prodigiosos na pilhagem de seus próprios arquivos para revendê-los em encadernados. Existem cerca de 300 encadernados da MAD, produzidos por mais de uma dúzia de editoras.


PROFETA #2. No início do mês, comentei sobre o lançamento de uma nova série de Multiple Warheads, relançada por Brandon Graham e de sua profética e renovada popularidade. JK Parkin, no CBR, fez uma coletânea das resenhas até agora publicadas sobre a primeira edição -- incluindo essa, de Edward Kaye, do Newsarama:

O desenho de Graham tem um estilo maravilhosamente cartunesco que me lembra o trabalho de Jamie Hewlett, e ele enche cada página com uma incrível quantidade de detalhes e surpresas escondidas. Esse é um gibi imperdível que você precisa ter em sua coleção.


EDITADO. Sean Witzke, no Comics Alliance, escreveu esse artigo sobre a edição e a composição de página de Batman: O Cavaleiro das Trevas -- o gibi de Frank Miller, não o filme de Christopher Nolan. O RECORTE FÁTICO parte de Ronin, porque...

Antes de começar O Cavaleiro das Trevas, Miller concebeu uma minissérie original, Ronin. Reunida em um único volume, nessa série Miller estava testando os seus limites como narrador, desenhista e escritor, experimentando com estilos e técnicas ao máximo de suas possibilidades da época. A transição entre Ronin e O Cavaleiro das Trevas é um dos mais atraentes períodos para se estudar a produção de Miller. Em Ronin, você pode ver um jovem artista com relativa liberdade tentando tudo que podia enquanto quem estava no controle lhe desse a oportunidade. As experiências de Miller com o layout -- incluindo as páginas de 16 quadrinhos em 4 linhas que definem O Cavaleiro das Trevas -- têm a sua primeira aparição em Ronin. Mas é apenas uma das várias abordagens à página com a qual Miller brinca. 

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