NFN#52




RIP. Joe Kubert morreu.

No The Comics Reporter, Tom Spurgeon coletou todos os links que você precisa ter sobre a notícia.

No Entrecomics, além do obituário obrigatório, foram postadas as introduções de encadernados espanhóis que pegam a fase do desenhista em de Enemy Ace e Unknown Soldier, dois de seus principais trabalhos.

Sobre Enemy Ace:

Hans von Hammer, o "Martelo do Inferno", como também era conhecido, apresenta semelhanças mais do que casuais com Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho: tem sangue azul, pilota um Fokker DR-I vermelho e o seu histórico de abatimentos é impressionante. O desenho de Joe Kubert, na época já um veterano depois de ter exercitado ao máximo a sua capacidade de realizar experiências narrativas em Tor, se adapta à perfeição às acrobacias desse novo personagem, sendo, junto com Alex Toth, um dos poucos desenhistas que soube dar autêntica emoção e uma pouco habitual clareza e beleza às batalhas aéreas.

Sobre Unknown Soldier:

Na maioria dos títulos bélicos da DC, a guerra era exibida sem nenhum romanticismo, os campos de concentração e os horrores do Holocausto chegaram a aparecer (em fotos!) no Soldado Desconhecido, e, a partir de um certo momento, as histórias acabavam com um aviso no qual se podia ler “make war no more”.

Pra fechar, Blake Bell [historiador de quadrinhos que organizou os Steve Ditko Archives, publicados pela Fantagraphics], publicou, em seu blogue [Blake Bell News] a transcrição de um painel que Kubert participou, na Toronto Comic Convention de 2002, com seu filho Adam Kubert.


ARANHOSO #3. Pepo Pérez, no Es Muy de Cómic, segue com a morte de Gwen Stacy. Agora ele traduziu [para o espanhol] as cartas publicadas em The Amazing Spiderman #121 e 125.

Sim, os fãs de quadrinhos daquela época já eram uns malas.


CORES, COOOOORES. No CBR, Corey Blake repercutiu uma entrevista de Bon Alimagno no iFanboy sobre a paletra de cores dos atuais gibis da Marvel.

No The Comics Journal, Frank Santoro teceu breves considerações sobre a colorização de Klaus Janson, na sua época de desenhista total [desenhava, arte-finalizava e coloria os seus trabalhos]. O parecer:

Existe uma verdadeira síntese entre as suas linhas e as cores. É um sistema muito sofisticado para um mecanismo de colorização tão limitado. Em St. George [história que é o mote do artigo], posso dizer que ele está desenhando para cor. Existem linhas de contenção “abertas”, e vários dos elementos do cenário não estão delineados, eu acho, por que Janson sabe que vai colorir esses elementos. Essa é uma forma de pensar muito diferente da maioria dos quadrinistas, que pensam estritamente em preto e branco.


PROFETA. Prophet, de Brandon Graham, segue arrebatando corações. No Comics Alliance, John Parker foi todo superlativos:

Sob a guia do quadrinista Brandon Graham, de King City, Prophet se tornou a principal experiência em quadrinhos de ficção científica. [...] Graham re-desenhou Prophet em uma série que lembra o melhor da space opera européia, e pode ser a mais fascinante hq nova a surgir em anos.

[...] Combinando a violência e selvageria do Conan de John Buscema dos anos 70 (a principal influência de Graham na série) com a estranha beleza dos mestres de ficção científica franceses, como Moebius e Enki Bilal, Prophet leva o leitor a uma jornada que não é a de nenhuma outra série em quadrinhos: a mundos que parecem outros mundos.

E também teve a resenha de Abhay Khosla para o The Savage Critics.


RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM. Dave Press postou, em seu tumblr, uma carta de Warren Ellis [à época com 15 anos] publicada na revista Warrior #14.

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