NFN#35: TÃ NÃ NÃ NÃ NÃ NÃ NÃ NÃ BATMAN




RISE. Amanhã estréia Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge nos EUA e no Canadá [aqui no Brasil só chega semana que vem]. Isso significa que ao longo do dia de ontem foram publicadas milhares de resenhas sobre o filme – e que hoje o homem-morcego vai comandar o NFN.

E o tom é... hiperbólico. No Metacritic, até agora temos 40 resenhas, sendo que 10 deram a nota máxima para o filme.

No St. Louis Post-Dispatch, Joe Williams escreveu uma resenha cheia de referências culinárias: "A conclusão da trilogia super-heróica de Christopher Nolan é uma mistura imensamente ambiciosa de doces para os olhos e comida para o cérebro. Se não tem o gosto assombroso do prato anterior, é apenas porque Nolan não pode clonar Heath Ledger. Mas Tom Hardy, o encorpado substituto, é um baita vilão".

Para o Los Angeles Times, Kenneth Turan não deixou por menos: "Potente, persuasivo e hipnótico, O Cavaleiro das Trevas Ressurge nos tem a sua mercê. Tanto uma experiência perturbadora à qual nós sobrevivemos como um filme a que assistimos, a conclusão da trilogia do Batman de Christopher Nolan é mais do que um filme de super-heróis excepcional, é a obra cinematográfica de um maestro".

E na revista Time, Richard Corliss seguiu a linha: "Os Vingadores é um filme de crianças comparado com essa reflexão sobre a perda mortal e a fragilidade heróica. Pela primeira vez, um melodrama com origens pulp convence o espectador que pode ser uma versão moderna equivalente aos mitos gregos ou uma sátira de Jonathan Swift. TDKR é assim de grande, de amargo -- um filme de grandes ambições e conquistas épicas. Valeu a espera pelo filme mais antecipado de 2012".

E se o Metacritic não te é suficiente [caso no qual você deveria pensar seriamente em dar um sentido para a própria vida], no Rotten Tomatoes já são 180 resenhas [157 positivas]. Mas eu acho esse site mais falhado.


TEMPO LIVRE. De Batman: Dead End [de Sandy Collora] a Batman: City of Scars [de Aaron e Sean Schoenke], Keith Phipps, do AV Clubanalisou os fã-filmes do… Batman em busca de respostas: o que queremos do personagem?

Eu sei o que não queremos: mamilos.


POR QUÊ? #2. Sean T. Collins ecoou a minha dúvida em sua resenha de Batman: Earth One [de Geoff Johns e Gary Frank], no The Comics Journal. Evidentemente, não encontrou a resposta:

[...] Batman: Earth One não faz nada pelo apelo de seus personagens, nem oferece nada de interessante. O elenco de apoio é particularmente mal trabalhado nesse sentido. Jim Gordon é corrupto, não um bom policial teimoso; Alfred é um conselheiro de segurança que vê em seu primeiro dia de trabalho os seus chefes, os Wayne, serem assinados, e não o mordomo que trabalhou para eles por anos; Lucius Fox é um jovem peão, não um executivo experiente; Harvey Bullock é um belo e magro egresso de Hollywood, não um gordo e desleixado nativo de Gotham; e assim vai -- isso é mudar por mudar, de forma arbitrária e sem nexo.


PONTO DE ENTRADA. Mas não se aflija: existem gibis do Batman aí fora que você pode recomendar para as pessoas, supondo que não ter um gibi do Batman para recomendar para as pessoas seja um problema agora mesmo na sua vida. Oliver Sava, do AV Club, deu o caminho das pedras. Como você deve esperar, passa por Batman: Ano Um [de Frank Miller e David Mazzucchelli]:

Miller está em sua melhor forma aqui, mergulhando na mente de Bruce Wayne e James Gordon para contar uma história emocionalmente densa e intensamente dramática, que poderia acontecer no mundo real. Batman não caça nenhum super-vilão mascarado em Ano Um, mas mafiosos que destroem Gotham City de formas menos chamativas. Mazzucchelli mostra os motivos pelos quais ele é um dos melhores talentos dos quadrinhos, com um trabalho intensamente detalhado e mesmo assim fluído, e o seu magistral uso das sombras faz dele uma pessoa especialmente adequada para desenhar o Cavaleiro das Trevas. Batman Begins, de Christopher Nolan, é bastante influenciado por Ano Um, e os fãs dos últimos filmes tem nessa hq um ponto de entrada para o Batman dos quadrinhos.


TENTE NÃO SER UM NERD TARJA PRETA POR UM SEGUNDO #10 ...supondo que isso seja possível depois de uma edição dominada exclusivamente pelo Batman. A sua melhor chance é com esse link: uma resenha de Robert Zaretsky para Albert Camus: Solitude & Solidarity, no Los Angeles Review of Books, uma coletânea de textos do filósofo francês. O componente nérdico fica por conta da parte sobre um artigo que Camus escreveu para um livro sobre The Living Desert, o filme da Disney.

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