NFN#33




É GUERRA. Sabe todos aqueles teasers do gênero "agora é guerra" que a Marvel divulgou no último mês? Resulta que era tudo por uma minissérie do Justiceiro [Punisher War Zone], na qual ele enfrenta os Vingadores, por Greg Rucka e Marco Checchetto. Tudo isso deve ter te deixado com bastante preguiça, mas Greg Rucka é alguém que confia no seu próprio taco e deu essa entrevista pra Dave Richards, do CBR, sobre o tema.


O HOMEM SEM MEDO DE SER FELIZ. Gerardo Vilches, para o Entre Comics, resenhou o primeiro arco de histórias do volume atual da série Daredevil, de Mark Waid, Paolo Rivera e Marcos Martín. Ainda que Waid tenha levado uma espinafrada, existem elogios em profusão para Rivera e Martín [de fato, se tem algo ruim que se pode dizer sobre a resenha é que ela usa muitos adjetivos]:

Mas se estamos falando de um gibi com um roteiro comum é pelo espetacular trabalho artístico oferecido. Paolo Rivera e Marcos Martín são os desenhistas, [...] em suas páginas se vê ecos de Ditko, de Romita, e de Miller -- especialmente nas massas de preto de alguns quadrinhos, e na composição das páginas --, de Darwyn Crooke, mas ao mesmo tempo tive a sensação de estar diante de algo completamente novo [...]. Isso cria um inevitável desnível entre o roteiro e os desenhos: Martin e Rivera querem avançar, não perpetuar um modelo ultrapassado, e vão muito além do que propõe Waid.

[...] os desenhistas se lançam à aventura das experiências com resultados incríveis. [...] Dentro do permitido, Rivera, e principalmente Martín, oferecem muito e de forma muito interessante, especialmente na seqüência de quadrinhos, onde conseguem que cada página seja um presente. São capazes de converter a briga mais gasta entre o Capitão América e Demolidor em uma seqüência de ação espetacular e surpreendente. Principalmente nas possibilidades dadas pelos sentidos aumentados de Demolidor e seu radar: por exemplo, destacando aquilo que chama a sua atenção de uma forma muito visual, longe dos textos de apoio informativos, ou desenhando o som de forma magistral, jogando com as onomatopéias

[...] Não sei se Martín lê Chris Ware, mas nas suas páginas eu tive a sensação de estar diante da primeira tentativa séria -- e exitosa -- de incorporar os recursos gráficos desse a uma hq mainstream.


DAS TREVAS... Nos anos 70, as revistas do Batman passaram por uma espécie de remodelação, que buscava afastar o personagem do jeito RISONHO da série de TV. Neal Adams foi um dos principais nomes do período [certamente o mais reconhecido], mas não o único. Outro é Marshall Rogers, que ganhou essa postagem do Pop Culture Safari! [muitas imagens, regozije-se].

Mais do que dark, a versão de Neal Adams para o Batman era 'real'. Te fazia acreditar que aquilo era um cara de verdade em uma roupa de morcego. Ele podia se ferir. A única coisa entre ele e a morte era uma pequena camada de spandex e a sua própria coragem.

O Batman de Marshall Rogers era menos real, com mais cara de quadrinhos, mas dark. Ele parece saído de um filme muito bom e assustador da década de 30. Os vilões de Rogers também eram estranhos e bizarros. A sua versão do Coringa é assustadora, assim como seu Hugo Strange, um personagem tirado da Era de Ouro dos gibis do Batman.


...OU NAS TREVAS... Faz algum tempo, o Siskoid's Blog of Geekery está resenhando/debochando de Batman and the Outsiders #10 [de Mike Barr e Steve Lightle, substituindo nessa edição Jim Aparo], de duas em duas páginas. Nas duas páginas da cota de hoje, Batman se infiltra em busca de um vilão em um... bordel?


...MAS EM IMAX. No El País, Rocío Ayuso, The Dark Knight Rises e IMAX.

O nome não é novo, nem a sua tecnologia. Fruto da corporação canadense também chamada de IMAX, tem a sua origem na década de 70 e sua primeira projeção ocorreu em 1970 durante a Exposição Universal de Osaka, Japão. É uma tecnologia que foi proliferando, curiosamente, de costas à indústria do cinema, limitada a salas de edifícios peculiares, como planetários ou exposições mundiais, devido ao seu grande tamanho, capaz de contar com telas de 35 por 30 metros e cobrir uma área de mais de 1000 metros quadrados. [Essas] características mudaram muito nos últimos anos, graças ao interesse de pessoas como Nolan, o homem que devolveu a vida ao Batman e que está por trás de uma das sagas mais assistidas de Hollywood [...]. Alguém, ainda, que se nega a rodar em 3D.

[IMAX apresenta problemas] na gravação original com o sistema. Ainda que cada vez sejam mais filmes exibidos em salas IMAX, apenas uma pequena fração desses contém imagens filmadas com essa tecnologia. A razão é simples, e Nolan é o primeiro em assumi-la: as câmeras são muito grandes e pesadas (uns 110 kilos), além de barulhentas e com apenas uns dois minutos e meio de metragem por cartucho, diante da necessidade de se usar películas de 70mm, duas vezes o tamanho habitual de 35mm. "São máquinas para fortões", brincou [Brad] Bird [diretor de Missão Impossível: Protocolo Fantasma, rodado em IMAX].

Nolan se viu obrigado a construir um braço especial que segurasse a câmera; nunca pode usar mais de duas simultaneamente, em nas cenas de ação, e detonou um desses suportes no meio da gravação. As reclamações lhe chegaram dos autores, com Christian Bale brincando ao seu diretor que entre a roupa de homem-morcego e o ruído da câmera, passou metade do filme interpretando surdo, sem escutar o que dizia o seu rival, um Tom Brady que ainda por cima tem, no filme, a boca coberta por uma máscara.

"Hahahahah, aposto que tu não tá entendendo p#%$ nenhuma"
"Hahahahahahha, quê?"

 

THE MAN x THE KING #2. Barry Pearl, do Barry's Pearls of Comic Book Wisdom, deu mais detalhes sobre os processos do espólio de Jack Kirby contra a Marvel.


$$$ Fred van Lente, Mike Sterling, David Steinberger, John Siuntres e Bryan Carr palpitaram, a pedido de Matt D. Wilson, do Comics Alliance, sobre o motivo pelo qual as bilheterias dos filmes de super-heróis não se traduzem nas vendagens das hqs.


EU SOU A LEI. Com um novo filme do Juiz Dredd às portas da estréia, Joe McCulloch resenhou a última saga do personagem na revista 2000 AD, escrita por John Wagner, para o The Comics Journal.


TENTE NÃO SER UM NERD TARJA PRETA POR UM SEGUNDO #8. Sabe o que é realmente bizarro na série Breaking Bad [de Vince Gilligan]? Para Patrick Radden Keefe, da New Yorker, é que ela é um retrato fidedigno e realista do tráfico de meth nos Estados Unidos.

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