NFN#13: GRANDES MESTRES DA PSICANÁLISE



Saiu a primeira resenha de The Amazing Spider-Man, que você já deve saber que é o próximo filme do Homem-Aranha. É do Robbie Collins, para o The Telegraph. A conclusão: o filme é para o público feminino.

Espaço para você ficar chocado.

Faz sentido: a direção de Marc Webb [diretor de 500 dias com ela, que não é precisamente o filme mais másculo da história do ocidente] certamente se pautou por critérios outros que não o seu sobrenome; o par romântico com Gwen Stacy, com a consequente inclusão do pai dela como capitão de policia encarregado de capturar o Homem-Aranha, tem significados JUNGUIANOS [tome nas paletas uma referência culta e instrua-se com o mito A Bela e a Fera].

Paradoxalmente, com isso o filme me pareceu melhor [deixaria de ser uma macaqueada da trilogia do Batman do Christopher Nolan], mas duvido que dê certo: nem todo o Jung do mundo deve ser capaz de fazer superar a aura de fantasia masculina adolescente que tu vê, na fila da bilheteria, no uniforme colorido de um homem aranha.

* * *

Steve McNiven, com cores de R. Kikuo Johnson, ilustraram uma matéria do New York Times sobre traficantes mexicanos

Tente não ficar apenas nas figurinhas, a matéria é boa: não deixa de ser admirável que eles tenham conseguido escrevê-la sem usar as palavras "FAST" e "FURIOUS" em nenhum momento...

* * *

...o que adiciona uma camada extra de interpretação para as declarações de Gay Talese, em seu perfil de hoje no El Pais, por Barbara Celis [tarefa ingrata fazer um perfil do home, ein?]:


"Estou decepcionado. O 11 de setembro acabou com o bom jornalismo. Com a desculpa da segurança nacional, a imprensa americana deixou de fazer pergundas, já não questiona o poder. Acreditava que aquilo acabaria depois dos anos escuros da Administração do Bush, mas com Obama não melhorou. Os jornalistas de hoje seguem fazendo o jogo do Governo, são como funcionários. Falta curiosidade e ceticismo no tratamento de Iraque, Afeganistão ou inclusive a Síria. O ciclo de notícias 24 horas, imposto pela rede, não ajuda porque nos converte em animais de carniça".

[esse foi o momento Tente não ser um nerd tarja preta por um segundo #5].


* * *

Mas não se preocupe tanto. No final, vai dar tudo certo. Toma um monte de livros pop-up sofisticados [na matéria, eles são "para adultos", mas não é no sentido que tu tá pensando] pra aliviar. 


Tem um do Guerra nas Estrelas e eu sei que isso te faz feliz.
A seleção é por obra e graça de Alison Nastasi, para o FlavorWire.

* * *

No seu próprio blogue [Kleefeld on Comics, o homem é um ás da criatividade], Sean Kleefeld desencavou uma entrevista de Len Wein e Marv Wolfman para Jay Zilber, em 1981. 

* * *

Fan-fiction deixou de ser uma coisa de fanboy desocupado que precisa rever as suas prioridades, mas que graças a Deus ninguém lê, para ser uma coisa de fanboy desocupado que precisa rever as suas prioridades, mas que NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO

"A atual sensação da indústria editorial, a autora erótica E. L. James, começou escrevendo o seu livro best-selller 'Fifty Shades of Grey' como um fan fiction de 'Twilight'. Ela começou a postar a sua visão para adultos do romance paranormal de Meyer três anos atrás. A sua homenagem a 'Twilight', chamada 'Master of the Universe', evoluiu para uma série estrelando um poderoso executivo e uma jovem mulher em uma relacionamento sexual sadomasoquista. Os livros foram adquiridos pela Vintage, um selo da Random House, nessa primavera, e venderam 15 milhões de cópias em menos de três meses".

Alexandra Alter, para Wall Street Journal, é o arauto do apocalipse.

Lembre-se: eu vou saber se você saiu desse site para uma busca no Google por Masters of the Universe, e vou supor que não é pelo He-Man que você vai estar procurando.

* * *

No Bleeding Cool, Rich Johnston postou a introdução que Brian Michael Bendis fez para Art Of Chaykin, de Howard Chaykin [SABIDÃO], publicado pela Dynamite nessa semana. É algo extremamente derivativo que, lido à luz de Alias [série detetivesca que Bendis escreveu para a Marvel] se torna meio FREUDIANO.

Mas o mais impressionante de tudo isso é que o Bendis conseguiu contar alguma coisa em duas páginas. Alguma coisa sórdida, certamente desnecessária e extremamente reveladora [em um sentido ruim para o próprio], mas ALGUMA COISA.

Falando em Chaykin, e falando em pornografia, Michael Wirth informou no Comic Booked que, em agosto, vai começar a ser publicada a continuação de Black Kiss

Nenhum comentário: