NFN#12: SEGUNDA-FEIRA, SEGUNDA SEMANA



Abhay Kholsa, para o The Savage Critics, resenhou as cinco primeiras edições de Fatale, nova série de  Ed Brubaker e Sean Phillips [mesma dupla de Sleeper, Criminal, etc]. Parece mais interessante do que Kholsa achou: envolve monstros a la mitos de Cthulhu, marinheiros apaixonados e ocultismo nazista. 

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Jeff Reid, para o iFanboy, desencavou uma primeira página de uma história do Batman [Detective Comics #442] desenhada pelo Alex Toth. Greg Burgas, do CBR, para não ser menos, uma de Blazing Combat #3.

Espero que isso seja algum tipo de disputa infantil. Também espero que ela continue.

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Michael Chabon [de As aventuras de Kavalier & Clay] odeia sonhos no The New York Review of Books. Será uma tentativa de emular o ranhetismo de Jonathan Franzen? Será uma provocação velada a Neil Gaiman? Espero que ambas as possibilidades sejam corretas; duvido que alguma delas seja.

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Kurt Busiek, o homem imune à polêmica #3:

"Considerando que você ganha a vida escrevendo sobre pessoas dando socos na cara uma das outras, alguma vez você deu/levou um soco na cara?

Eu acho que talvez na terceira série. Eu me meti em uma briga com um garoto e nos tornamos bons amigos pelo resto do ensino fundamental"

Este é Kurt Busiek. Ele faz amigos até com os próprios punhos.


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George Marston, no Newsarama, fez uma lista dos dez piores X-Men de todos os tempos. É o tipo de coisa que se faz por motivos que não são o suficientemente bons. Motivos parecidos com os que levaram a professora da primeira série de Scott Lobdell [responsável por grande parte da lista] a ensiná-lo a escrever.

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No Wall Street Journal, Will Leitch não gostou de Superman: The High-Flying History of America's Most Enduring Hero, biografia do personagem [existe isso?] escrita por Larry Tye. Muito embora, pela descrição, o livro realmente não pareça lá grandes coisas, Leitch não sabe do que está falando: ignora as origens fascistóides do personagem e não usa as palavras "John" e "Byrne" em nenhum momento -- o que é especialmente relevante, considerando que a resenha é sobre como o personagem sofre criativamente por ser  um escoteiro indestrutível imutável.

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Noah Berlatsky, no The Hooded Utilitarian, também não gostou de Jerusalem, novo de Guy Delisle: 

No início do livro, existe toda uma página explicando que Israel considera Jerusalém a sua capital, mas que a comunidade internacional instala as suas embaixadas em Tel Aviv, e que existem divergências similares as reivindicações de fronteiras e territórios. Não é física quântica -- não sou um especialista no conflito e basicamente já ouvi tudo isso antes. Mas o próprio Delisle, sentado lá, age como se estivesse sendo apresentado com um algum tipo de revelação complexa e multi-facetada. 'Então, nos estamos em Israel, certo?' 'Mas Jerusalém é a capital de Israel, certo?' E termina declarando: "Eu não entendo, mas eu falo pra mim mesmo que eu tenho todo um ano para descobri-lo...". Ou ele é estúpido ou acha que os seus leitores são

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Recentemente, li que Buffy: a Caça Vampiros é o "produto pop" sobre o qual mais se escrevem trabalhos acadêmicos, nos EUA, por ano -- ganhava por uns vinte trabalhos de Alien.

Não me entenda mal: eu gostei do filme dos Vingadores. Mas [a] pense na quantidade de coisas que podem ser escritas apenas sobre o quanto só a cara do Giger revela que ele é um pervertido...

Pessoas já foram presas com base em
provas menos eloquentes do que esse "sorriso".
...e [b] não existe "b". Você já deveria estar preocupado o suficiente.

Para Laurent Cartayrade, no entanto, isso não é suficiente: tome nas paletas a resenha que ele escreveu sobre Joss Whedon: The Complete Companion para o Washington Post.

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