MEMORY LANE



Hoje é aniversário de Jordi Bernet.

Amanhã, de Neal Adams.

São dois dos principais responsáveis por eu ter sido um adolescente obsessionado com quadrinhos: o primeiro, graças a Luca Torelli [de Torpedo] e Kraken [que tem algumas histórias que eu devo ter lido mais vezes do que eu posso falar em público], abriu a frente de batalha "gibis europeus"; o segundo, com A Guerra Kree-Skrull e pouco mais de meia dúzia de edições da série original dos X-Men [a primeira vez que eu entendi o que era uma PÁGINA], ambas com roteiros de Roy Thomas, a "gibis velhos da Marvel".

* * *

O presente caiu no nosso colo: Alexandre Prestes, do BJC, informou que a Amazon, a partir de agora, vai começar a recolher os impostos que incidem sobre as compras nela realizadas por brasileiros. Em compensação, os pedidos serão enviados pela modalidade courier, pelo mesmo preço de antes.

Isso é ruim para o mundo, mas para nós pode ser bom [para mim, pelo menos]: como livros e HQs são isentos de impostos, somente "sofrerão" as consequências da mudança da modalidade de frete, que costuma ser mais rápido.

Vou fazer a minha parte pelo fim da balança comercial tal e como nós a conhecemos.

* * *

Erick Buckler entrevistou Frederik Peeters para o The Comics Journal. Você consegue encontrar por aqui Castelo de Areia, a HQ que motivou a entrevista.

* * *

Falando em adolescência, no Robot 6 [blogue do CBR], tem uma resenha de Daredevil v. 1 #220. 

Em 1999, terminei de ler as duas etapas de Frank Miller no Demolidor, e, em um transe meio completista, comecei a caçar os números da série que unem uma à outra [192 a 226 da edição americana]. Isso virou meio que uma obsessão quando eu percebi que grande parte deles eram desenhados por David Mazzucchelli [até hoje um dos meus desenhistas favoritos], com roteiros de Dennis O'Neill. 

As histórias giravam em torno de um vilão chamado MICAH SYNN, uma espécie de Tarzan polígamo e pagão [essa não é a parte estranha] com um sex-appeal que fazia as mulheres a sua volta fazerem piadas sobre serem estupradas [sim, essa é a parte estranha]. 

Ahhh, os anos 80. Tempos mais simples, onde ter tranças e vestir
unicamente uma camiseta zebrada era sinal da mais brutal masculinidade.

* * *

E a Internet hoje teve por missão me lembrar de como foram os meus anos 90: Patrick Meaney resenhou [para o Sequart] Kill Your Boyfriend, do Grant Morrison [desenhos de Philip Bond], a primeira HQ da Vertigo que eu li

Parte da tese [a história marca a transição do Grant Morrison que fez Animal Man para o Grant Morrison que fez The Invisibles] exige que se ignore a cronologia dos fatores [Kill Your Boyfriend foi publicada entre o primeiro e o segundo volume de The Invisibles, série com a qual comparte o estilo nihilismo-rockstar-descobri-as-drogas].

Nenhum comentário: